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JAN 16

Laqueadura Tubária por Videolaparoscopia em São Paulo (SP)

Postado por Dra. Camila Bonacordi

mae segurando seu filho mexendo no celular, pensando em laqueadura tubaria

Introdução 

Atualmente, existem diversos métodos contraceptivos. Dentre eles, os métodos hormonais (pílulas, implante anticoncepcional, DIU Mirena, DIU Kyleena) e os não hormonais (DIU de cobre e DIU de prata). No entanto, todos estes métodos são reversíveis. 

Muitas mulheres procuram métodos de contracepção definitiva (esterilização) e optam pela laqueadura tubária.

Com o avanço da tecnologia, inúmeras técnicas foram desenvolvidas, dentre elas a videolaparoscopia.

Esta é uma técnica minimamente invasiva que apresenta uma série de vantagens.

O objetivo deste artigo é fornecer informações e responder as principais dúvidas sobre a laqueadura tubária por videolaparoscopia.

O que é laqueadura tubária?

A ligadura tubária é uma cirurgia que consiste na interrupção do trajeto da tuba uterina, impedindo a fecundação. 

Para simplificar, funciona como se “quebrássemos a ponte” que comunica o óvulo com o espermatozoide. 

É considerado um método contraceptivo definitivo, assim como a vasectomia, realizada nos homens. 

Qual são os tipos de laqueadura tubária?

Existem 04 tipos: Laparoscópica, Aberta, Periumbilical e Vaginal. 

Dentre as técnicas, a mais utilizada é salpingectomia parcial que consiste no corte e retirada de aproximadamente 1cm da tuba uterina, cauterizando ou amarrando as extremidades. 

  • Laparoscopia: técnica em que é feita 1 punção no umbigo e outras 3 na porção inferior do abdome de aproximadamente 5mm. Esta técnica permite uma recuperação pós operatória mais rápida. 
  • Laparotomia (aberta): realiza-se um corte similar a cicatriz de cesárea para ser possível cortar e ligar as tubas uterinas. Demanda uma recuperação pós operatória mais longa.
  • Periumbilical: técnica utilizada quando a ligadura tubária é feita até 48 horas após o parto, pois o útero no pós parto situa-se na altura do umbigo, permitindo a realização do procedimento. Liberada apenas em situações específicas, como risco de vida materno em nova gestação. 
  • Vaginal: realiza-se um corte no fundo da vagina, permitindo a visualização e a ligadura das tubas uterinas. Esta técnica não é recomendada em pacientes obesas pela maior dificuldade do procedimento. Permite uma rápida recuperação pós operatória, porém demanda maior tempo de abstinência sexual para a cicatrização completa dos pontos vaginais.  

Vale lembrar que a intenção ao realizarmos a ligadura tubária é interromper o trajeto definitivamente, portanto, se houver qualquer dúvida sobre o desejo de gestação a longo prazo, opte por métodos reversíveis, como o DIU Mirena.

Como saber se a laqueadura foi cortada ou amarrada?

A única forma é perguntando a sua ginecologista. Como existem diversas técnicas para a realização da laqueadura, cada profissional faz aquela de sua preferência. 

Atualmente, a maioria dos médicos associam as técnicas, para menor risco de recanalização das tubas. 

Quem pode fazer laqueadura?

De acordo com a Lei 9.263/96, a ligadura tubária é permitida para mulheres com mais de 25 anos de idade, ou com dois ou mais filhos vivos. 

Se apresentar cônjuge, é necessária assinatura do Termo de Consentimento pelo casal. 

Além disso, a lei orienta aguardar o intervalo de pelo menos 60 dias entre a manifestação do desejo por esterilização definitiva e o procedimento cirúrgico.

Nesse tempo, o casal passará por orientações sobre outros métodos anticoncepcionais e desencorajamento a esterilização precoce. 

Quais documentos são necessários para se fazer uma laqueadura?

É necessário a assinatura e reconhecimento de firma de um Termo de Consentimento para a Esterilização Definitiva (ligadura tubária ou vasectomia), após as explicações sobre a cirurgia, riscos cirúrgicos e outros métodos contraceptivos reversíveis.

É possível fazer laqueadura após cesárea?

Pela lei brasileira, é vedada a esterilização cirúrgica em mulheres durante os períodos de parto ou aborto, exceto nos casos de comprovada necessidade por más condições uterinas (cesarianas sucessivas anteriores) ou risco de vida materno. 

A cirurgia de laqueadura tubária é perigosa?

Não. A ligadura das tubas uterinas é uma cirurgia relativamente simples e rápida, mas que envolve os riscos habituais de qualquer procedimento cirúrgico. 

Quais os riscos da ligadura das trompas?

Os riscos são: infecção da cicatriz, infecção abdominal, sangramento, lesão de órgãos adjacentes como bexiga, intestino ou vasos sanguíneos e trombose venosa profunda.

É possível fazer reversão da laqueadura tubária?

Depende. A reversão é possível em alguns casos, a depender da técnica cirúrgica utilizada. 

Entretanto, é fundamental avaliar a idade da paciente e a sua reserva ovariana, para não realizar um procedimento em vão.

Isto porque, a taxa de gestação espontânea reduz em mulheres após os 35 a 40 anos de idade. 

Além disso, a reversão aumenta o risco de gestação ectópica tubária (quando o embrião se implanta na tuba uterina ao invés do útero), devido a cicatriz criada após religar as tubas uterinas.

Qual o preparo antes de uma ligadura tubária por videolaparoscopia?

É recomendado um jejum de pelo menos 8 horas antes da cirurgia e uma dieta leve no dia anterior ao procedimento. 

São necessários também exames pré operatórios gerais (exame de sangue completo, Raio X de tórax, eletrocardiograma) e específicos (a depender das comorbidades pré existentes). 

Antes da cirurgia, é fundamental conversar com a sua ginecologista, que irá explicar as possíveis vias e técnicas para a realização da laqueadura, responder as principais dúvidas e deixar a paciente mais segura e confortável antes do procedimento.

Qual anestesia é feita para a ligadura tubária por videolaparoscopia?

A anestesia realizada é a anestesia geral. 

A paciente irá dormir durante todo o procedimento e não irá sentir nenhum tipo de dor ou desconforto.

Como é feita a laqueadura por videolaparoscopia?

A laparoscopia funciona da seguinte forma: realiza-se uma pequena incisão no umbigo de aproximadamente 1cm, seguido de 3 incisões de 0,5cm cada no abdome inferior.

Isto permite a inserção da câmera, das pequenas pinças e a insuflação de gás dentro do abdome, que irá criar um espaço amplo para iniciar a cirurgia. 

Após este preparo inicial, uma tuba uterina é cortada (retirado aproximadamente 1cm de sua extensão) e suas 2 extremidades são coaguladas. 

O mesmo procedimento é realizado na outra tuba uterina. 

As porções das tubas uterinas retiradas são encaminhadas para biópsia. 

Após isto, as pequenas incisões são fechadas com pontos absorvíveis e uma sutura intradérmica, que favorece uma cicatrização com melhor aspecto estético. 

Quais as vantagens da laqueadura tubária por videolaparoscopia?

  • Menor dor no pós operatório
  • Menor cicatriz e sangramento
  • Menor tempo de internação hospitalar
  • Menor tempo de recuperação após a cirurgia
  • Retorno precoce às atividades habituais

Quais as desvantagens da ligadura tubária por videolaparoscopia?

É um método de esterilização, portanto, só é indicada para mulheres ou casais que estejam certos sobre a contracepção definitiva. 

Só deve ser realizado por ginecologistas especialistas em videolaparoscopia.

Quanto tempo dura uma cirurgia de laqueadura tubária por laparoscopia?

A cirurgia para ligadura das tubas uterinas dura em média 30 minutos. 

A laqueadura tubária por videolaparoscopia dói? 

Não. A cirurgia é um procedimento indolor devido a anestesia geral. 

Como é a recuperação após laqueadura por laparoscopia?

No pós operatório imediato, é comum sentir dor abdominal leve e a sensação barriga inchada. 

Recomenda-se que a paciente ande no pós operatório precoce para facilitar a liberação de gases e o funcionamento do intestino, além de reduzir o risco de trombose. 

Geralmente, a paciente recebe alta hospitalar no mesmo dia ou no dia seguinte a cirurgia. 

Deve-se evitar exercícios físicos intensos ou pegar peso nos primeiros dias, porém sem restrições quanto a alimentação após a cirurgia. 

Qual o tempo de recuperação após a laqueadura por videolaparoscopia?

É recomendado 14 dias de afastamento do trabalho, das atividades físicas intensas e das relações sexuais. 

É normal ter barriga inchada após a laqueadura tubária por laparoscopia?

Sim, é normal ocorrer estufamento e distensão da barriga após a cirurgia.

Durante o procedimento, é necessário insuflar gás no abdome para permitir a visualização dos órgãos e a realização da cirurgia. 

Porém, esses efeitos colaterais são facilmente resolvidos com o uso de medicações para gases e analgésicos. 

O que muda na relação sexual após a ligadura de trompas?  

Nada! As tubas uterinas permitem a fecundação, pois através delas é possível o encontro do óvulo com o espermatozoide. 

Sendo assim, este procedimento não irá interferir na produção hormonal, na libido ou na relação sexual. 

Como fica a menstruação após a laqueadura?

É relativamente frequente a queixa de aumento do fluxo menstrual com a laqueadura. No entanto, é importante ficar claro que este procedimento não interfere no fluxo menstrual. 

O que acontece é que muitas mulheres antes da cirurgia, usam métodos contraceptivos hormonais. Estes hormônios reduzem a proliferação do endométrio, que é a camada interna do útero que descama na menstruação. 

Após o procedimento, estas mulheres param de usar estes métodos contraceptivos hormonais.

Desta forma, há maior proliferação do endométrio, o que pode gerar um aumento do fluxo menstrual. Ou seja, a cirurgia em si não interfere no ciclo menstrual. 

Se esta queixa ocorrer, é importante investigar outras causas para o aumento do fluxo menstrual.

É possível engravidar após laqueadura? 

As taxas de falha são baixas e variam em torno de 0,5%. No entanto, isso depende da técnica utilizada.

Caso a mulher deseje reverter a laqueadura, deve passar por uma avaliação com um ginecologista especialista, para avaliar a viabilidade. 

Um dos tratamentos mais recomendados, em caso de desejo de nova gestação, é a fertilização in vitro. 

Entretanto, é importante ressaltar que cada caso é individualizado, portanto, procure um médico de confiança para avaliar o melhor tratamento para você. 

Onde fazer laqueadura tubária por videolaparoscopia em São Paulo (SP)?

Este procedimento pode ser realizado na maioria dos hospitais em São Paulo (SP). A paciente e a equipe médica definem juntos o local mais adequado para a realização da cirurgia. 

A minha equipe realiza esse procedimento nos principais hospitais particulares de São Paulo. Estamos à disposição para receber você em meu consultório.

Ele fica localizado no Jardim Paulista em São Paulo, próximo aos bairros: Jardins, Bela Vista, Pinheiros, Higienópolis e Liberdade.

Agende uma consulta com a Dra. Camila Bonacordi para mais informações sobre a Laqueadura Tubária por Videolaparoscopia.

Para contato, clique aqui ou no símbolo de Whatsapp ao lado.

Quanto custa uma laqueadura tubária por vídeolaparoscopia?

O valor da cirurgia depende principalmente do tipo de cirurgia (aberta ou videolaparoscópica) e dos honorários da equipe médica.

Para saber mais sobre o preço da laqueadura por laparoscopia, entre em contato conosco. 

Conclusão:

Reunimos neste artigo as principais dúvidas sobre a laqueadura tubária por videolaparoscopia. 

Falamos sobre o que é a ligadura tubária, os documentos necessários para a cirurgia, os tipos de cirurgia, tempo de recuperação e as diversas vantagens da cirurgia por laparoscopia.

Espero que tenham gostado! Um beijo!

Fonte:

1) https://www.mayoclinic.org/tests-procedures/tubal-ligation/about/pac-20388360

2) https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28333337/

3) https://www.gov.br/ans/pt-br/arquivos/acesso-a-informacao/participacao-da-sociedade/consultas-publicas/cp59/dut/cp_59_11.pdf

 

Artigo criado em 16/01/22 e atualizado em 12/06/22 por Dra Camila Bonacordi.

IMPORTANTE: Somente médicos devidamente habilitados podem diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. Agende uma consulta para maiores informações.


Texto escrito por:

Dra. Camila Bonacordi
Médica Ginecologista
Especialista em Cirurgia Ginecológica Minimamente Invasiva
CRM: 175203 – SP
RQE: 86605
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/8912441366082514

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